MEL
O mel é um alimento, geralmente encontrado em estado
líquido viscoso e açucarado, que é produzido pelas abelhas a
partir do néctar recolhido
de flores e processado pelas enzimas
sendo armazenado em favos em suas colmeias para
servir-lhes de alimento.
O mel sempre foi utilizado como
alimento pelo homem, obtido inicialmente de forma extrativa e,
muitas vezes, de maneira danosa às colmeias.
Com o passar dos séculos, o homem
aprendeu a capturar enxames e instalá-los em "colmeias artificiais".
Por meio do desenvolvimento e
aprimoramento das técnicas de manejo, conseguiu aumentar a produção de mel e
extraí-lo sem danificar a colmeia.
Com a "domesticação"
das abelhas para a produção de mel, temos então o início da apicultura.
Além da produção e comercialização
de rainhas e em alguns casos de enxames e crias.
O mel é o único produto doce que
contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde.
Além do alto valor energético,
possui conhecidas propriedades medicinais, sendo um alimento de reconhecida
ação antibacteriana.
Juntamente com o mel, as abelhas
produzem outros importantes produtos: a cera,
a geleia real e
o própolis.
A formação do mel está intimamente
relacionada ao processo de polinização das
flores através da atração aromática exercida por elas, dentre os insetos
atraídos pelas flores temos as abelhas, sendo estas geralmente atraídas por
flores de aromas agradáveis ao ser humano.
As abelhas sugam o néctar da
flor, depositando-o no papo ou vesícula nectífera, onde enzimas irão
decompor o açúcar do néctar em dois açúcares mais simples, a frutose e
a glicose.
. Ao retornar a colméia,
a abelha deposita o néctar em favos onde este perderá grande parte de sua água e se
transformando em mel.
Existem dezenas de variedades de mel de
abelhas e marimbondos que podemos obter segundo a floração, os terrenos de
obtenção, as técnicas de preparação, além da espécie de abelha melífera.
Dessa forma variam em cor, aroma e sabor.
Diferenciam-se, assim, na cor, indo do
branco incolor, amarelo ao castanho principalmente .
A sua cor e sabor estão diretamente
relacionadas com a predominância da florada utilizada para a sua produção.
Os méis de coloração clara apresentam
sabor e aroma mais suaves, como, por exemplo, os produzidos em pomares de laranjeiras,
que têm alta cotação no mercado.
No entanto, os méis de coloração escura
são mais nutritivos, ricos em proteínas e sais minerais .
Outra característica marcante em alguns
méis é a consistência líquida ou endurecida que poderá apresentar quando
armazenado em recipiente, sendo de igual qualidade sob esse aspecto
[
Por se tratar de uma solução saturada
de açúcares, o mel tende a cristalizar-se de forma espontânea,
adquirindo uma consistência sólida, esse efeito nada mais é do que a
condensação, a aglutinação, das partículas de glicose.
A cristalização do mel é uma garantia da sua qualidade e de
sua pureza, quando cristalizado ele mantém todas as suas propriedades
nutricionais e energéticas, além de manter o aroma e sabor.
Geralmente, os méis puros acabam por
cristalizar com o passar do tempo, se um mel não cristaliza é possível que
tenha sido submetido ao aquecimento durante o processo de extração, ou, talvez,
antes do envasilhamento.
A temperatura habitualmente praticada em tais
processos (acima dos 40º C) destrói as inibinas do mel, que são
substâncias termolábeis e fotolábeis (destruídas com o calor e com a luz), que conferem
capacidade bactericida ao mel
Os cristais do mel retornam ao estado liquido
quando colocados em banho-maria a uma temperatura de 40 ºC, o que não ocorre
com mel fraudado por conter, em sua maioria, açúcar de cana10 .
De um modo geral, o mel é constituído,
na sua maior parte (cerca de 75%), por hidratos de carbono, nomeadamente por açúcares simples
(glicose efrutose).
O mel é também composto por água (cerca
de 20%), por minerais (cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio,
entre outros), por cerca de metade dos aminoácidos existentes,
por ácidos orgânicos (ácido acético, ácido cítrico, entre outros) e por vitaminas do
complexo B, por vitamina C, D e E. O mel possui ainda um teor considerável
de antioxidantes (flavonóides e fenólicos).13
O açúcar é o principal
componente do mel, sendo composto principalmente por monossacarídeos (frutose e
glicose) que compõem 80% da quantidade total, sendo 10% composto por
dissacarídeos (sacarose e maltose). As características físicas do mel, como a viscosidade, a densidade, a higroscopicidade e a capacidade de cristalização estão
relacionadas principalmente com as diferetes concentrações de tipos de açúcares
no mel4
Assim como o açúcar, a água presente no
mel é um importante elemento a influenciar as características físicas do mesmo.
Além de influir também no tempo de maturação, no sabor, na conservação e em
sua palatabilidade.
Naturalmente, seu valor varia entre os 15% e 21%, sendo mais comum encontrarmos
taxas de 17%. Apesar de a legislação brasileira permitir um valor máximo de
20%, teores acima de 18% já podem comprometer sua qualidade.
A fermentação de mel através da ação de
leveduras presentes em sua composição pode ocorrer em situações de elevados
teores de umidade no ambiente, esta ocorre mais facilmente no meis verdes,
aqueles colhidos de favos que não foram devidamente fechados pelas abelhas,
porém fatores como má assepsia durante a extração, manipulação, envase e
acondicionamento em local não-apropriado também influem na fermentação.
O mel é um importante complemento a
alimentação humana, pois, além do alto valor energético, é um alimento rico em
substancias benéficas ao equilíbrio de nosso organismo, tais como vitaminas,
minerais e aminoácidos.
Valor nutricional
do mel16
|
|
Componentes
|
Quantidade em 100g
|
Proteína
|
0,87 g
|
Carboidratos
|
80,35 g
|
Colesterol
|
1,87 mg
|
Cálcio
|
15,29 mg
|
Ferro
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1,42 mg
|
Sódio
|
14,16 mg
|
Energia
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324,88 kcal
|
Uso e Consumo
Além de ser utilizado como adoçante, o
mel sempre foi reconhecido devido às suas propriedades terapêuticas.
A apiterapia é
a utilização de produtos derivados de abelhas em tratamentos terapêuticos.
Diversos estudos científicos realizados nos últimos anos vem confirmando os
efeitos benéficos destes produtos a saúde humana de tal maneira, que já se
utilizam de algumas dessas práticas no sistema de saúde da Alemanha4 .
Essas propriedades medicinais são
atribuídas principalmente ao mel, dentre as quais a capacidade antimicrobiana
vem sendo confirmada por meio de experimentos científicos. Fatores físicos,
como sua alta osmolaridade e acidez, e os fatores químicos relacionados
com a presença de substâncias inibidoras, como o peróxido de hidrogênio, e substâncias voláteis,
como flavonoides e ácidos fenólicos vem
sendo descritos como responsáveis por essa atividade antimicrobiana.
Propriedades anti-sépiticas e antibacterianas também tem sido pesquisadas e
confirmadas4 .
Apesar de suas propriedades
terapêuticas o mel não pode ser consumido por crianças com idade inferior a 1
ano, devido a possibilidade de contaminação pela bactéria Clostridium botulinum, causadora de botulismo.17 O sistema
imune de crianças nesta faixa etária não possui capacidade imunológica para
destruir o microorganismo.18
O mel também é utilizado na composição
de bebidas como o hidromel, bebida fermentada a partir do mel e água, e a poncha, feita
de aguardente de cana-de-açúcar, mel de abelhas e
sumo de limão.
No Brasil, o mel não é visto como alimento,
mas sim como medicamento, sendo mais procurado e utilizado nos meses mais frios
do ano.
Seu consumo no país como forma de
alimento ainda é muito baixo (aproximadamente 300 g/habitante/ano),
principalmente ao se comparar com países como os Estados Unidos e os da
Comunidade Europeia e África, que podem chegar a mais de 1kg/ano por habitante.
Produção de mel no Brasil
Diversos fatores favorecem a produção
de mel no país, dentre eles podemos citar as favoráveis condições climáticas em
quase todo o seu território, além de extensas áreas ocupadas com cobertura
vegetal natural diversificada, ou por culturas agrícolas que tendem a
diversificar e aumentar a qualidade do mel. Temos ainda uma maior tolerância às
pragas e doenças por parte de nossas abelhas africanizadas .
A produção do mel no Brasil vem
alcançando altos índices de crescimento: entre 2009 e 2010, o crescimento foi
de 30%,19 já
entre o ano de 2010 e 2011 o crescimento foi de 24%.20 Esse
efeito se deve à melhoria da genética das abelhas utilizadas na produção de
nosso país, bem como à melhoria da qualidade do mel produzido que foi
impulsionado devido ao embargo exercido pela comunidade europeia ao nosso mel
no ano de 2006. Outro fator a ser considerado é a não utilização de
medicamentos por parte dos produtores nacionais, barateando a produção e
tornando-a mais competitiva e atrativa no mercado mundial20 .
Desta maneira, o Brasil ocupa, atualmente, a 11ª posição no ranking dos
produtores mundiais, sendo o quinto maior exportador do produto.
by net
Valquiria
Queiroz Psicoterapeuta/Esteticista

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